A triste realidade da vida de um PUG que nunca contaram para você

É de preocupar quando uma pessoa não se derrete toda por causa de um filhote fofinho. Tem ainda quem não ache os cachorros da raça Pug uma graça, devido a seus olhos esbugalhados. Mas é uma tarefa difícil resistir a toda fofura e animação desses cachorros. Contudo, nem só de fofura vivem os Pugs.

Pug é uma raça de cachorro de pequeno porte, muito dócil, amável e feliz. Originais da China, os cachorros dessa raça eram pertencentes à realeza. Mas por incrível que pareça, por trás de toda a felicidades que esses animais transmitem, eles também enfrentam muitas complicações devido a sua anatomia não muito favorável à sua saúde.

São cachorros que necessitam de acompanhamento médico veterinário com mais frequência do que outras raças.

Dificuldades

Em uma comparação entre o crânio de um Pug com o de um lobo, fica evidenciado a cavidade ocular rasa deste último, dentes saltados e focinho curto. Características essas que dificultam bastante a vida desses animais.

Por conta do focinho curto, eles têm mais dificuldade em arquejar, ato que os cachorros utilizam para se resfriar em momentos de altas temperaturas. Ou seja, os Pugs não podem se esfriar, o que pode levar à falência de órgãos.

Devido ao focinho e passagens nasais estreitas, Pugs não conseguem respirar normalmente, o que inibe comportamentos comuns mais agitados, como a corrida. Com todas as dificuldades para respirar, se exercitar é uma tarefa mais difícil para os Pugs, e a obesidade é mais comum entre eles.

 

Seus olhos esbugalhados, resultado da deformação em seus rostos, podem causar prolapso, ou seja, a exteriorização do olho, o que pode levar à cegueira no animal. Seus olhos ainda são propensos a inchaços, arranhões e irritações causadas pelos cílios.

Pugs têm uma predisposição a acumular fluido na garganta quando estão animados, o que pode causar engasgamento ou perda de ar. Alguns cachorros dessa raça nascem com as narinas praticamente fechadas, e nesses casos, precisam de operação para poder respirar. Suas dobrinhas no rosto não são apenas um sinônimo de fofura, se não tiverem a higiene necessária, elas podem causar infecções.

Mais da metade dos Pugs tem displasia do quadril, o que causa paralisia e atrites. Ainda por uma fraqueza genética, os cachorros dessa raça são propensos a ter sarna demodécica, uma doença de pele causada por ácaros.

Muito comuns entre Pugs, a meningoencefalite necrosante ocasiona o inchaço do cérebro, o que pode levar a morte em poucas semanas. Devido a suas caldas enroladas, são mais propensos à hemivértebra, deformação dos ossos e que causam curvatura e instabilidade da coluna vertebral, paralisia nas pernas, incontinência e dor.

Alívio

Em uma tentativa de eliminar as características que dificultam a vida dos Pugs, criadores resolveram cruzar a raça com outras. Assim surgiu os “Retro Pugs”, fruto desse cruzamento com outras raças. Esses novos cachorros possuem pernas mais longas que facilitam a prática de exercício físico, olhos e narizes mais adequados.

Mais saudáveis e com expectativa de vida maior, os Retro Pugs são bastantes semelhantes aos Pugs, porém, sem tanta dificuldade e sofrimento.


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Adaptação por Só Animais, da matéria originalmente criada por Fatos desconhecidos